terça-feira, 17 de julho de 2012

Mentiu!


                        


MENTIU!



                                                          

Passos Coelho disse que chumbava o PEC IV do anterior Governo porque não se podia pedir mais  sacrifícios aos portugueses. Afinal  podia-se. Mentiu.

Outra razão para o chumbo do PEC IV era que o partido tinha sido apanhado de surpresa com as medidas lá constantes. Afinal conhecia-as e em detalhe, depois de uma reuinão de quatro horas           com Teixeira dos Santos. Mentiu.

Durante a campanha, defendeu sempre a reduçãodaTaxaSocial Única, garantindo que era uma medida acertada e que o seu governo iria levá-la adiante. Logo que tomou  posse, informou que iria criar uma comissão de análise e avaliação da medida proposta. Ou seja, afinal não tinha tanta certeza sobre a bondade da medida. Mentiu.

A 1 de Abril, dia das mentiras e em plena campanha eleitoral, garantiu que era uma  parvoíce cortar nos subsídios (férias e Natal). Logo que tomou posse, aplicou um corte no subsídio de Natal, mesmo   para quem não o aufira (como é o meu caso, enquanto trabalhador independente). Mentiu.

Este corte no subsídio, que não é mais do que um imposto extraordinário (enquanto os  empresários pagam menos impostos, com a redução da TSU, os trabalhadores pagam mais),   foi      justificado  com a evolução da situação económica. Ora, esta medida até já estava  prevista no programa de  governo do PSD e já tinha sido discutida (como revela o Expresso) na semana passada, ainda antes de serem publicamente conhecidos os  números de execução orçamental, suposto motivo para o imposto. Mentiu.

Passos Coelho justificou ainda este imposto com os números de execução orçamental do primeiro trimestre deste ano. Mas sucede que esses números já eram conhecidos quando a troika cá veio e analisou as nossas contas. O PSD e o CDS ficaram, então, a conhecê-los. E assinaram o  memorando. Mentiu.

Passos Coelho prometeu cortar nas despesas. Iria reduzir o número de Ministros, para o efeito. Dos dezasseis do anterior governo, passámos a ter onze. Secretários de estado, que eram vinte e cinco,  passaram a ser trinta e cinco. Ou seja, mais despesa. Mentiu.

Uma das primeiras medidas de Passos Coelho foi passarem os elementos do governo a viajar em classe económica. Afinal, já não pagavam os bilhetes, foi uma medida para eleitor ver. Mentiu.

Passos Coelho disse que não iria contratar boys para o governo. Miguel Relvas e Marco António Costa, dois dos elementos fortes do aparelho social-democrata, foram dos primeiros a  ser contratados, seguindo-se assessores contratatos a blogues apoiantes, premiando as batalhas blogosféricas travadas nos últimos anos. E as nomeações dos boys PSD/CDS para a  Caixa Geral de   Depósitos, e não só? Mentui.




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